Delta Aquáridas do Sul 2020

O radiante da chuva Delta Aquáridas do Sul sobre a Serra Mantiqueira (SP) enquanto Marte surge no horizonte leste, em 27/07/2020 [imagem: Wandeclayt M./Céu Profundo]

Ao longo de sua órbita, a Terra atravessa regiões do Sistema Solar onde cometas deixaram detritos. São esses detritos que ao entrar em nossa atmosfera tornam-se incandescentes e criam o espetáculo das chuvas de meteoros.

Chuva talvez seja um nome exagerado, considerando que, no melhor dos casos, observamos no máximo algumas dezenas de meteoros por hora. E isso se estivermos em locais realmente escuros e com o radiante (calma, a gente explica daqui a pouco o que é o radiante) bem em cima de nossas cabeças.

Acontece que nem todas as famosas chuvas de meteoros anuais podem ser bem observadas aqui no Brasil, por isso a chuva Delta Aquáridas do Sul merece atenção especial. Os meteoros associados à essa chuva parecem se originar em um ponto na direção das estrela delta da constelação de Aquário (esse ponto é o que chamamos de radiante!) que aparece bem alto no céu para observadores no Brasil, facilitando nossa observação!

Seu pico de atividade acontece nas noites de 28 e 29 de julho. A “chuva” será visível das 21h ao amanhecer, atingindo sua maior intensidade entre 1h e 3h da madrugada, quando a constelação de Aquário estiver em seu ponto mais alto no céu.

Como observar?

Não são necessários instrumentos como telescópio ou binóculos. Como meteoros são fenômenos rápidos e imprevisíveis, a melhor experiência para esse tipo de evento é obtida a olho nu – basta reservar um tempo para observar o céu.

É recomendável deixar o ambiente o mais escuro possível, evitando inclusive o uso de celulares e outros aparelhos luminosos durante a observação. Se precisar de uma lanterna, tente usar uma com luz vermelha ou usar papel celofane vermelho como filtro em uma lanterna de luz branca. Se possível, aguarde até que a Lua se ponha no horizonte.

Você não precisa olhar para o radiante. O meteoros podem surgir em qualquer parte do céu, mas sua trajetória vai parecer ter origem ali perto da delta de Aquário. Se parecer vir de outra direção, é um meteoro esporádico, que não pertence à chuva.

O que esperar?

Como dissemos, as “chuvas” de meteoro talvez se pareçam mais com uma lenta goteira. Num céu limpo e longe de poluição luminosa, a Delta Aquáridas do Sul pode produzir cerca de 16 meteoros por hora. Dentro das cidades, a iluminação pode tornar a observação completamente inviável! Portanto, é preciso tempo e céus escuros para conseguir ver uma quantidade razoável de meteoros.

O que NÃO esperar?

Imagens como essa mostrando vários meteoros são lindas e válidas, mas não representam uma chuva de meteoros vista a olho nu. Elas são fruto de horas de exposição e várias fotografias sobrepostas.

Imagem mostrando um céu escuro com parte da Via Láctea e vários rastros deixados por meteoros.
(Crédito: NASA)

E se nublar?

Esta é uma chuva que perdura até meados de agosto. Se na data do pico estiver nublado na sua região, ainda é possível tentar observá-la nas próximas noites.

Como toda observação astronômica, esse é um exercício de paciência e calma. Desejamos céus limpos e uma boa observação =)

Mercúrio no céu matutino.

A proximidade de Mercúrio ao Sol torna desafiadora a tarefa de observar o menor planeta do Sistema Solar. Quase sempre perdido em meio ao clarão da aurora ou do entardecer, o pequeno Mercúrio dificulta a vida de seus observadores, que precisam esperar pelas ocasiões em que o planeta atinge seu máximo afastamento do Sol.

Vênus e Mercúrio antecedendo a aurora na manhã de 23/07/2020.
[simulação: Stellarium v 0.20.0]

Mas o rápido movimento orbital de Mercúrio, que completa uma órbita em torno do Sol em apenas 88 dias, faz com que sejam breves esses períodos favoráveis à sua observação. A semana de 19 a 26 de julho (2020) é um destes períodos, com Mercúrio surgindo no horizonte leste pouco antes do nascer do Sol. Aproveite a ocasião para ver Mercúrio acompanhado de Vênus antecedendo os primeiros raios da aurora. Mas se não conseguimos convencer você a acordar antes do nascer do Sol neste inverno, a próxima janela favorável à observação é mais confortável: ao redor do dia 1º de outubro, quando o planeta estará no horizonte oeste ao pôr do Sol.

Enquanto isso, aproveite para buscar o cometa C/2020 F3 NEOWISE após o pôr do Sol. Publicamos um guia completo para você não perder nada aqui.

Cometa Neowise: Um guia para observadores no Brasil.

O cometa C/2020 F3 (NEOWISE) já é o evento astronômico do ano no hemisfério norte e agora se ergue sobre o horizonte noroeste logo após o pôr do Sol para observadores ao sul da linha do equador.

Descoberto em 27 de março através de imagens do telescópio espacial infravermelho NEOWISE (Near-Earth Object Wide-field Infrared Survey Explorer), o cometa tornou-se visível a olho nu ao longo do mês de junho, atingindo o pico de luminosidade nas primeiras semanas de julho, após sua passagem pelo periélio (em 03/07/2020). Uma brilhante cauda de poeira se desenvolveu, acompanhada pela longa e tênue cauda iônica, registrada apenas nas fotografias.

Esta imagem de 19 de Julho do planetarista e astrofotógrafo Dave Eagle (www.star-gazing.co.uk) revela toda a anatomia do cometa C/2020 F3 (NEOWISE): A cauda de poeira amarelada, refletindo a luz do Sol, a cabeleira esverdeada e a longa cauda azulada de gás ionizado. [crédito da imagem: Dave Eagle]

A medida que se afasta do Sol, o brilho do cometa NEOWISE segue decaindo, mas permanece ao alcance de binóculos e pequenos telescópios e pode inclusive ser visto a olho nu de locais escuros, menos sujeitos à poluição luminosa e atmosférica. Apesar da queda esperada no brilho, o NEOWISE terá sua aproximação máxima da Terra no dia 23 de julho, o que pode compensar a queda de luminosidade.

Observadores mais ao norte terão melhores condições de observação, com o cometa aparecendo mais alto sobre o horizonte.

Os diagramas abaixo mostram onde encontrá-lo após o pôr do Sol para diversas latitudes no Brasil. Encontre o mapa com latitude mais próxima à sua localização e escolha de preferência um local escuro e com vista desobstruída do horizonte na direção noroeste. Obstáculos na paisagem, poluição atmosférica e luminosa e nuvens prejudicarão a observação.

Apesar de serem representados como objetos rápidos, o movimento aparente dos cometas pelo céu é lento, perceptível apenas ao longo de dias. Em observações amadoras, procure por objetos que estejam fixos em relação às estrelas.

O instrumento ideal para observação de cometas são os binóculos. A imagem destes instrumentos são brilhantes e cobrem um grande campo, permitindo observar a grande extensão da cauda.

Antes de observar, procure reconhecer o céu com seu aplicativo preferido. As estrelas Spica (na constelação de Virgem), Arcturus (em Boötes) e Regulus (em Leão) circulam a região a ser observada e são boas referência para encontrar direção onde o NEOWISE pode ser encontrado durante os próximos dias.

O cometa NEOWISE vem aí! Você está pronto para observá-lo?

Cometa C/2020 F3 (NEOWISE) sobre Utah (EUA) em 09/07/2020 [créditos: NASA/Bill Dunford]

Um cometa descoberto em 27 de março de 2020 em imagens do telescópio espacial infravermelho NEOWISE tem impressionado observadores no hemisfério norte. É impossível garantir que ele continue visível a olho nu pelas próximas semanas, mas a partir de 24 de julho ele vai estar alto o suficiente no céu após o pôr do Sol para permitir que, no pior dos casos, seja visto através de binóculos no hemisfério sul.

O cometa C/2020 F3 NEOWISE evoluiu de maneira impressionante a partir do final do mês de junho e se tornou um objeto visível a olho nu pouco antes do nascer do Sol (para observadores no hemisfério norte). Sua exuberante cauda amarela formada pela poeira refletindo a luz do Sol tem proporcionado um verdadeiro espetáculo no mês de julho e uma cauda iônica tem sido registrada fotograficamente. Mas antes do fim de julho sua posição é desfavorável para observadores ao sul da linha do equador, permanecendo ofuscado no brilho do Sol nascente.

Cometa C/2020 F3 NEOWISE observado pelo telescópio espacial Parker Solar Probe em 05/07/2020. [Créditos: NASA/Johns Hopkins APL/Naval Research Lab/Parker Solar Probe/Brendan Gallagher]

Apenas na última semana de julho as condições passam a favorecer os observadores no hemisfério austral, quando o C/2020 F3 se posiciona sobre o horizonte noroeste após o pôr do Sol. Apesar do NEOWISE já estar se afastando do Sol, sua máxima aproximação com a Terra acontece no dia 23 de julho o que alimenta esperanças de que ele ainda possa ser visto a olho nu. Mas mesmo no pior caso, teremos um cometa observável com binóculos e pequenos telescópios e vamos mostrar onde você pode encontrá-lo!

Posição do Cometa c/2020 F3 (NEOWISE) após o pôr do Sol de 23 a 31 de Julho, para a latitude de São Paulo. [arte: Natália Palivanas/Céu Profundo, sobre simulação do Stellarium]

Para encontrar o NEOWISE, olhe na direção NOROESTE após o pôr do Sol. Nos dias 23 e 24, com o cometa ainda muito próximo ao horizonte, a observação pode ser bastante desafiadora. As chances de encontrá-lo aumentam a partir do dia 25, quando, apesar de se esperar que seu brilho comece a decair, o NEOWISE permanecerá mais tempo no céu após o pôr do Sol. Binóculos são os instrumentos ideais para a busca de objetos difusos como os cometas. Seu campo de visão é grande e as imagens proporcionadas são brilhantes. Caso tenha um à disposição, não deixe de usá-lo.

O diagrama acima mostra a posição aparente do cometa em relação as estrelas. Se não estiver familiarizado com as constelações, use seu aplicativo preferido para se localizar. Identifique primeiro a constelação de Leão e a partir dela siga as indicações em nosso mapa.

Ao longo da semana atualizaremos esse post com informações sobre a evolução do cometa e a variação de seu brilho. Fique de olho aqui e em nossas redes sociais e não perca nenhuma novidade sobre o cometa C/2020 F3 (NEOWISE)!

www.twitter.com/ceuprofundo

www.instagram.com/ceuprofundo

ATUALIZAÇÃO (19/jul/2020): O brilho do cometa segue caindo. A magnitude estimada é 3 (ainda visível a olho nu de locais escuros). Recomendamos enfaticamente o uso de binóculos.

A Temporada de Cometas 2020 continua! C/2019 U6 (Lemmon)

Cometa C/2019 U6 (Lemmon) na direção da constelação de Lepus em 2020-05-17 [imagem: Wandeclayt M./N Palivanas. Siding Spring Observatory/Céu Profundo]

O ano de 2020 já tornou ilustres dois visitantes dos confins do Sistema Solar: O cometa C/2019 Y4 (ATLAS) chegava com a promessa de se tornar uma espetacular visão a olho nu, mas seu núcleo se fragmentou e junto com ele fragmentaram-se as esperanças de ver o ATLAS entregando o show que todos esperavam. Em seguida, o C/2020 F8 (SWAN) surpreendeu, ganhando brilho rapidamente e tornando-se visível nas madrugadas em pequenos binóculos ou a olho nu para observadores em céus livres de poluição luminosa. O SWAN atigirá o periélio (a posição mais próxima do Sol) no fim de maio, mas sua localização no céu já não favorece os observadores no hemisfério sul.

Mas parece que o melhor ainda está por vir. Nas últimas semanas o C/2019 U6 (Lemmon) tem ganhado brilho rapidamente e continuará em uma posição favorável para observadores em todo o Brasil pelos próximos meses, sendo visível a oeste logo após o pôr do Sol. O objeto foi inicialmente designado como A/2019 U6, antes que características cometárias fossem observadas no final de 2019.

Imagens tomadas no dia 17 de maio mostram uma cabeleira evidente e a presença de uma cauda iônica. Com um ganho de 2 magnitudes (correspondendo a um aumento de mais de 6 vezes em seu brilho) nos últimos 15 dias, é inevitável alimentar a expectativa de que este seja o cometa do ano!

Posição do cometa C/2019 U6 (Lemmon) em 18 de maio de 2020 (18h30), na região de São José dos Campos (SP) [imagem gerada no software Stellarium 0.20.0]

Vale lembrar que o comportamento do brilho dos cometas é imprevisível, uma vez que este depende de fatores complexos de serem estimados ainda sem dados, como a composição do seu núcleo. Observadores do céu são habituados com surpresas e frustrações, mas seguiremos acompanhando esperançosamente o Lemmon pelos próximos dias, na torcida por uma confirmação na tendência de ganho de brilho. Quem sabe uma longa cauda não estará ornando o horizonte oeste em nossas noites até o final do Outono?

Adicione o Cometa C/2020 F8 (SWAN) ao Stellarium

Cometa SWAN observado de região urbana na madrugada do dia 30/04/2020 em São José dos Campos.

Descoberto pela câmera SWAN, do observatório orbital solar SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) no dia 25 de março de 2020, o cometa C/2020 F8 (SWAN) tem surpreendido os observadores e crescido rapidamente em brilho, tornando-se observável a olho nu na última semana de abril. Imagens telescópicas revelam uma exuberante cauda estendendo-se por 10 graus.

Cometa SWAN. Imagem de Luiz R. Silveira em 03/05/2020.

Se você é usuário do programa Stellarium, pode usá-lo para encontrar a posição do cometa SWAN e planejar suas observações. Mas por se tratar de objeto de descoberta recente, você não o encontrará na base de dados instalada com programa e não poderá visualizá-lo sem incluir manualmente seus parâmetros orbitais.

Mas essa é uma tarefa simples e vamos mostrar aqui como fazê-la.

  1. Acesse a janela de configurações no painel direito ou diretamente clicando F2. Na aba “Plugins” selecione “Solar System Editor” e clique no botão “Configure“.
  2. Selecione a aba “Solar System” e clique no botão “Import orbital elements in MPC format“.
  3. Você terá acesso à janela “import data”. Na aba “Lists” marque a o tipo de objeto “Comets”, selecione a fonte “MPC’s list of observable comets” e clique no botão “Get orbital elements“.
  4. Uma lista de objetos será exibida. Procure e marque na lista o objeto “C/2020 F8 (SWAN)” e clique no botão “Add objects“.
  5. Feche o editor e a janela de configuração.
  6. Você agora poderá localizar o cometa SWAN na janela de busca no painel direito (ou clicando diretamente F3).
Etapa 1: Janela de configurações e aba “plugins“.
Etapa 2: Aba “Solar System“.
Etapa 3: Janela “Import data“, aba “Lists“.
Etapa 4: Seleção e inclusão dos elementos orbitais do objeto na base de dados.
Etapa 6: Objeto disponível na janela de busca.

Lirídeos 2020 – Como observar.

Radiante da chuva de meteoros Lirídeos na noite de 21 para 22 de abril de 2020, às 4h00. [gráfico gerado no Stellarium v 0.20.0]

Tentar observar uma chuva de meteoros é uma atividade potencialmente frustrante para observadores menos experientes. Primeiro é preciso saber exatamente quando e para onde olhar. Segundo é preciso entender como variáveis ambientais como localização e poluição luminosa podem interferir em sua experiência.

Os Lirídeos são detritos do cometa C/1861 G1 Thatcher e há registros de sua observação desde o ano 687 a.C.

Aqui vão algumas dicas para garantir uma experiência minimamente recompensadora para você:

  1. O pico de atividade desta chuva ocorre entre os dias 20 e 22 de abril.
  2. A taxa horária zenital observada nos últimos anos estava em torno de 18 meteoros por hora. Isso significa que, se você conseguisse observar todo o céu e se o radiante estivesse diretamente acima da sua cabeça (no zênite), poderiam ser observados 18 meteoros em 1 hora (ou aproximadamente um meteoro a cada 3 minutos).
  3. Se você está no Brasil o radiante não vai estar sobre sua cabeça e se você estiver em uma área urbana, com poluição luminosa, não vai conseguir observar os meteoros menos brilhantes. Além disso, você não conseguirá observar todo o céu ao mesmo tempo. Então, na prática, nada de 18 meteoros por hora.
  4. O radiante culmina (culminação é o instante em que o ponto vai estar mais alto em relação ao horizonte) às 4 da manhã. É nesse horário que você deve observar o maior número de meteoros.
  5. O radiante fica próximo a Vega (alfa da constelação de Lira), a estrela mais brilhante naquela direção. Mas a dica é não olhar diretamente para o radiante. Os meteoros podem ser vistos em qualquer direção do céu e aparentam vir do ponto marcado pelo radiante, mas ao redor desse ponto os meteoros traçam trilhas menores. Olhando para outras direções do céu veremos rastros mais longos.
  6. A luz da Lua também costuma ser um obstáculo à observação de meteoros. Mas desta vez, com a Lua nova, teremos um obstáculo a menos.

A International Meteor Organization (IMO) oferece dados em tempo real, fornecidos por observadores espalhados pelo mundo. Consulte aqui.

Anuário Astronômico 2020

Março
01
02Lua – Quarto Crescente16h57
03
04
05
06
07
08
09Lua Cheia14h48
10
11
12
13
14
15
16Lua – Quarto Minguante06h34
17
18Lua em conjunção com Marte (1° N) e Júpiter (2° N) ao amanhecer.5h
19
20Equinócio de Outono
Marte em conjunção (1° S) com Júpiter
0h50
3h
21
22
23 Mercúrio em máxima elongação oeste (27°) 23h
24Lua Nova
Vênus em máxima elongação leste (45°)
06h28
19h
25
26
27
28
29
30
31Marte em conjunção (1° S) de Saturno9h

Trânsito de Mercúrio 2019: Como Observar

Em 11 de novembro de 2019, acontece o trânsito de Mercúrio pelo disco solar. Ou seja, do ponto de vista da Terra, Mercúrio poderá ser visto cruzando o Sol.

ATENÇÃO: A observação do Sol sem equipamentos adequados ou a olho nu é extremamente perigosa, podendo causar danos permanentes à visão. Por isso, compilamos eventos de observação segura do trânsito pelo Brasil e links de transmissão ao vivo. Clique na cidade para mais detalhes sobre o evento:

Composição fotográfica mostrando o trânsito de Mercúrio em 2006.
(Créditos: Solar and Heliospheric Observatory/NASA/ESA)

Transmissão Online ao vivo do Planetário e Cinedome Johannes Kepler + Núcleo de Observação do Céu

Outubro: Uma Torre de Planetas ao Entardecer.

Céu na latitude de São José dos Campos, no dia 12/out/2019 às 18h45.
[gráfico gerado no Stellarium 0.19.1]

Os fins de tarde de Outubro são o palco de um grande elenco planetário. Dos cinco planetas visíveis a olho nu, apenas Marte não aparece ao cair da noite.
Após o por do Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter e Saturno seguem em direção ao horizonte oeste, proporcionando um espetáculo que ficará em cartaz até o início de Novembro (Veja no mapa acima).

Tente observar a evolução da posição de cada planeta ao longo do mês. A mudança na posição dos planetas com relação às estrelas é um efeito combinado do movimento próprio dos planetas em torno do Sol e da mudança de nosso ponto de vista a medida que a própria Terra também segue sua órbita ao redor do Sol. No dia 30 de Outubro a configuração promete ser ainda mais interessante, quando a Lua – com apenas 9,5% de sua face visível iluminada – se juntará à composição (Veja o mapa abaixo).

Céu na latitude de São José dos Campos, no dia 30/out/2019 às 18h45.
[gráfico gerado no Stellarium 0.19.1]