Carta Celeste “Céu Profundo”

Aplicativos de celular que ajudam o usuário a localizar e identificar planetas, estrelas e constelações são talvez o mais popular recurso para o reconhecimento e a observação do céu. No entanto, apesar de toda a praticidade e diversão que proporcionam, acreditamos que este deveria ser apenas um recurso complementar e somos fortes defensores da ideia de que um grande mapa de todo o céu, permitindo a visualização de toda a esfera celeste, seja a melhor maneira de familiarizar o observador com o céu noturno.

Ter todo o céu exposto ao mesmo tempo em um mapa permite fazer associações – Ah! Quando o Escorpião surge no horizonte, Órion se põe no horizonte oposto! – que não seriam possíveis vendo apenas um recorte do céu em uma pequena tela.

Mas onde encontrar um mapa celeste? Talvez um bem grande, mostrando também a posição de objetos de céu profundo como galáxias, nebulosas e aglomerados? É… pode não ser muito fácil encontrar um desses.

Para resolver essa carência, desenvolvemos (e distribuimos gratuitamente) um script que constrói, a partir de catálogos estelares e de objetos do céu profundo, uma carta celeste que pode ser impressa e utilizada como ferramenta de planejamento na observação do céu, como recurso pedagógico em salas de aula ou mesmo transformada em pôster.

O catálogo estelar utilizado é o Bright Star Catalog 5th Edition, Preliminary (BSC5P) com estrelas até magnitude 6,5. Os objetos de céu profundo incluem os catálogos Messier e Caldwell, populares entre amadores e observáveis através de instrumentos modestos. Esta escolha de catálogos torna estas cartas particularmente interessantes para astrônomos amadores com pequenos telescópios (ou mesmo instrumentos mais robustos) que desejem explorar objetos mais desafiadores que a Lua e os Planetas. Alguns objetos dos catálogos utilizados podem ser visíveis a olho nu em regiões de pouca ou nenhuma poluição luminosa.

A principal apresentação das cartas é em forma de um mapa duplo, com os hemisférios celestes sul e norte em gráficos polares. Os hemisférios também podem ser gerados individualmente em forma polar ou em apresentação retangular limitada entre as declinações +65º e -65º.

Os arquivos gerados são salvos em formato PDF por padrão e, opcionalmente, em formato PNG.

Esta é uma versão inicial do código, mais funções e aperfeiçoamentos estão sendo pensados e serão implementados no futuro.
Esperamos que a ferramenta seja útil para a comunidade de educadores, divulgadores científicos, astrônomos e entusiastas. Por isso, estamos abertos a todas as sugestões e informes de erros para aprimoramento da ferramenta, e faremos o possível para sanar dúvidas sobre o funcionamento e utilização do programa.

O conjunto de mapas, bem como o código e as instruções para sua criação está disponível em: https://github.com/masterhit/CeuProfundo

Contato: socialceuprofundo@gmail.com

A Temporada de Cometas 2020 continua! C/2019 U6 (Lemmon)

Cometa C/2019 U6 (Lemmon) na direção da constelação de Lepus em 2020-05-17 [imagem: Wandeclayt M./N Palivanas. Siding Spring Observatory/Céu Profundo]

O ano de 2020 já tornou ilustres dois visitantes dos confins do Sistema Solar: O cometa C/2019 Y4 (ATLAS) chegava com a promessa de se tornar uma espetacular visão a olho nu, mas seu núcleo se fragmentou e junto com ele fragmentaram-se as esperanças de ver o ATLAS entregando o show que todos esperavam. Em seguida, o C/2020 F8 (SWAN) surpreendeu, ganhando brilho rapidamente e tornando-se visível nas madrugadas em pequenos binóculos ou a olho nu para observadores em céus livres de poluição luminosa. O SWAN atigirá o periélio (a posição mais próxima do Sol) no fim de maio, mas sua localização no céu já não favorece os observadores no hemisfério sul.

Mas parece que o melhor ainda está por vir. Nas últimas semanas o C/2019 U6 (Lemmon) tem ganhado brilho rapidamente e continuará em uma posição favorável para observadores em todo o Brasil pelos próximos meses, sendo visível a oeste logo após o pôr do Sol. O objeto foi inicialmente designado como A/2019 U6, antes que características cometárias fossem observadas no final de 2019.

Imagens tomadas no dia 17 de maio mostram uma cabeleira evidente e a presença de uma cauda iônica. Com um ganho de 2 magnitudes (correspondendo a um aumento de mais de 6 vezes em seu brilho) nos últimos 15 dias, é inevitável alimentar a expectativa de que este seja o cometa do ano!

Posição do cometa C/2019 U6 (Lemmon) em 18 de maio de 2020 (18h30), na região de São José dos Campos (SP) [imagem gerada no software Stellarium 0.20.0]

Vale lembrar que o comportamento do brilho dos cometas é imprevisível, uma vez que este depende de fatores complexos de serem estimados ainda sem dados, como a composição do seu núcleo. Observadores do céu são habituados com surpresas e frustrações, mas seguiremos acompanhando esperançosamente o Lemmon pelos próximos dias, na torcida por uma confirmação na tendência de ganho de brilho. Quem sabe uma longa cauda não estará ornando o horizonte oeste em nossas noites até o final do Outono?

Adicione o Cometa C/2020 F8 (SWAN) ao Stellarium

Cometa SWAN observado de região urbana na madrugada do dia 30/04/2020 em São José dos Campos.

Descoberto pela câmera SWAN, do observatório orbital solar SOHO (Solar and Heliospheric Observatory) no dia 25 de março de 2020, o cometa C/2020 F8 (SWAN) tem surpreendido os observadores e crescido rapidamente em brilho, tornando-se observável a olho nu na última semana de abril. Imagens telescópicas revelam uma exuberante cauda estendendo-se por 10 graus.

Cometa SWAN. Imagem de Luiz R. Silveira em 03/05/2020.

Se você é usuário do programa Stellarium, pode usá-lo para encontrar a posição do cometa SWAN e planejar suas observações. Mas por se tratar de objeto de descoberta recente, você não o encontrará na base de dados instalada com programa e não poderá visualizá-lo sem incluir manualmente seus parâmetros orbitais.

Mas essa é uma tarefa simples e vamos mostrar aqui como fazê-la.

  1. Acesse a janela de configurações no painel direito ou diretamente clicando F2. Na aba “Plugins” selecione “Solar System Editor” e clique no botão “Configure“.
  2. Selecione a aba “Solar System” e clique no botão “Import orbital elements in MPC format“.
  3. Você terá acesso à janela “import data”. Na aba “Lists” marque a o tipo de objeto “Comets”, selecione a fonte “MPC’s list of observable comets” e clique no botão “Get orbital elements“.
  4. Uma lista de objetos será exibida. Procure e marque na lista o objeto “C/2020 F8 (SWAN)” e clique no botão “Add objects“.
  5. Feche o editor e a janela de configuração.
  6. Você agora poderá localizar o cometa SWAN na janela de busca no painel direito (ou clicando diretamente F3).
Etapa 1: Janela de configurações e aba “plugins“.
Etapa 2: Aba “Solar System“.
Etapa 3: Janela “Import data“, aba “Lists“.
Etapa 4: Seleção e inclusão dos elementos orbitais do objeto na base de dados.
Etapa 6: Objeto disponível na janela de busca.

Lirídeos 2020 – Como observar.

Radiante da chuva de meteoros Lirídeos na noite de 21 para 22 de abril de 2020, às 4h00. [gráfico gerado no Stellarium v 0.20.0]

Tentar observar uma chuva de meteoros é uma atividade potencialmente frustrante para observadores menos experientes. Primeiro é preciso saber exatamente quando e para onde olhar. Segundo é preciso entender como variáveis ambientais como localização e poluição luminosa podem interferir em sua experiência.

Os Lirídeos são detritos do cometa C/1861 G1 Thatcher e há registros de sua observação desde o ano 687 a.C.

Aqui vão algumas dicas para garantir uma experiência minimamente recompensadora para você:

  1. O pico de atividade desta chuva ocorre entre os dias 20 e 22 de abril.
  2. A taxa horária zenital observada nos últimos anos estava em torno de 18 meteoros por hora. Isso significa que, se você conseguisse observar todo o céu e se o radiante estivesse diretamente acima da sua cabeça (no zênite), poderiam ser observados 18 meteoros em 1 hora (ou aproximadamente um meteoro a cada 3 minutos).
  3. Se você está no Brasil o radiante não vai estar sobre sua cabeça e se você estiver em uma área urbana, com poluição luminosa, não vai conseguir observar os meteoros menos brilhantes. Além disso, você não conseguirá observar todo o céu ao mesmo tempo. Então, na prática, nada de 18 meteoros por hora.
  4. O radiante culmina (culminação é o instante em que o ponto vai estar mais alto em relação ao horizonte) às 4 da manhã. É nesse horário que você deve observar o maior número de meteoros.
  5. O radiante fica próximo a Vega (alfa da constelação de Lira), a estrela mais brilhante naquela direção. Mas a dica é não olhar diretamente para o radiante. Os meteoros podem ser vistos em qualquer direção do céu e aparentam vir do ponto marcado pelo radiante, mas ao redor desse ponto os meteoros traçam trilhas menores. Olhando para outras direções do céu veremos rastros mais longos.
  6. A luz da Lua também costuma ser um obstáculo à observação de meteoros. Mas desta vez, com a Lua nova, teremos um obstáculo a menos.

A International Meteor Organization (IMO) oferece dados em tempo real, fornecidos por observadores espalhados pelo mundo. Consulte aqui.

Anuário Astronômico 2020

Março
01
02Lua – Quarto Crescente16h57
03
04
05
06
07
08
09Lua Cheia14h48
10
11
12
13
14
15
16Lua – Quarto Minguante06h34
17
18Lua em conjunção com Marte (1° N) e Júpiter (2° N) ao amanhecer.5h
19
20Equinócio de Outono
Marte em conjunção (1° S) com Júpiter
0h50
3h
21
22
23 Mercúrio em máxima elongação oeste (27°) 23h
24Lua Nova
Vênus em máxima elongação leste (45°)
06h28
19h
25
26
27
28
29
30
31Marte em conjunção (1° S) de Saturno9h

Tupi e Guarani: Os Mais Brasileiros dos Astros

A lista de planetas descobertos orbitando outras estrelas já contabiliza mais de 4000 objetos. Muitos deles são batizados apenas com um número de catálogo ou com o acréscimo de uma letra ao nome da estrela central do sistema. Assim, o planeta 51 Pegasi b, é o objeto descoberto em órbita da estrela 51 da constelação de Pegasus. Outros objetos possuem apenas uma designação numérica, como a estrela HD 23079, na constelação do Retículo.

Quem regulamenta a nomenclatura desses objetos é a IAU (União Astronômica Internacional), órgão que congrega astrônomos de todo o mundo e que foi responsável, por exemplo, por definir as 88 constelações modernas e seus limites e por estabelecer os critérios para que um corpo celeste seja classificado como planeta (como consequência desses critérios, Plutão acabou sendo rebaixado à categoria de Planeta Anão em 2006).

Como parte das comemorações do seu centenário em 2019, a IAU lançou a campanha #NameExoWorlds convidando as populações de 112 países a nomear 112 sistemas planetários, escolhendo o nome da estrela e de seu respectivo planeta. A campanha teve a adesão de 780 000 pessoas e teve seu resultado divulgado nesta terça-feira (17/12).

Os nomes escolhidos pelo Brasil e aprovados pela IAU para nomear a estrela HD 23079 e seu planeta são Tupi e Guarani, estabelecendo como tema os nomes de populações indígenas do Brasil para nomear futuros objetos que venham a ser descobertos no mesmo sistema. Foram 977 sugestões e 7060 votantes.

Localização de Tupi e Guarani, às 23h00 do dia 17/12 na latitude de São José dos Campos. É importante informar a latitude porque observadores mais ao norte verão a estrela mais próxima do horizonte sul. Observadores mais ao sul, verão a estrela mais alta no céu. consequências de uma Terra esférica. 😉 [imagem gerada no Stellarium versão 0.19.1]

Ficou curioso e quer observar nossa estrela no céu? Nós te mostramos como encontrá-la. Você precisará de binóculos ou de um pequeno telescópio. Com magnitude 7.1, na constelação de Retículo, Tupi está bem além do limite de visibilidade a olho nu, mesmo para observadores afastados da poluição luminosa das áreas urbanas. Olhe na direção do ponto cardeal SUL entre após as 21h e localize as estrelas mais brilhantes naquela direção: Canopus (Alfa Carinae) e Achernar (Alfa Eridani). Tupi se localiza na região entre ambas.

Diagrama detalhado da região do céu ao redor de HD 23079 – Tupi.

Nossos vizinhos no Paraguai escolheram como tema as divindades da mitologia Guarani e batizaram a estrela HD 108147 e seu companheiro como Tupã e Tumearandu .

O Uruguai se voltou para a flora e elegeu as árvores nativas Ceibo e Ibirapitá para nomear o sistema HD 63454.

A lista completa com os nomes escolhidos está disponível na página da IAU: http://www.nameexoworlds.iau.org/final-results

Trânsito de Mercúrio 2019: Como Observar

Em 11 de novembro de 2019, acontece o trânsito de Mercúrio pelo disco solar. Ou seja, do ponto de vista da Terra, Mercúrio poderá ser visto cruzando o Sol.

ATENÇÃO: A observação do Sol sem equipamentos adequados ou a olho nu é extremamente perigosa, podendo causar danos permanentes à visão. Por isso, compilamos eventos de observação segura do trânsito pelo Brasil e links de transmissão ao vivo. Clique na cidade para mais detalhes sobre o evento:

Composição fotográfica mostrando o trânsito de Mercúrio em 2006.
(Créditos: Solar and Heliospheric Observatory/NASA/ESA)

Transmissão Online ao vivo do Planetário e Cinedome Johannes Kepler + Núcleo de Observação do Céu

Cometa I2/Borisov – Hubble observa o visitante interestelar.

Cometa I2/Borisov. Primeiro cometa observado com origem em outro sistema solar. [imagem: NASA/ESA/STScI/D. Jewitt (UCLA)]

O telescópio espacial Hubble obteve as melhores imagens até o momento do cometa 2I/Borisov. A imagem capturada no dia 12/out/2019 pelo Hubble revela a região de concentração de poeira em torno do núcleo cometário.

A trajetória e a velocidade do 2I/Borisov indicam que o cometa teve origem fora do sistema solar, em outro sistema planetário, fazendo dele o segundo objeto interestelar a ser observado cruzando o sistema solar.

Time lapse de 7h de observação do cometa I2/Borisov [imagem: NASA/ESA/STScI/D Jewitt (UCLA)]

Em 2017, o asteróide batizado oficialmente como ‘Oumuamua, chegou a menos de 40 milhões de km do Sol, vindo de fora do sistema solar, tornando-se o primeiro objeto interestelar detectado em nossas vizinhanças. ‘Oumuama aparentava ser um corpo rochoso, enquando I2/Borisov apresenta um núcleo com atividade, assemelhando-se aos cometas com origem em nosso sistema solar.

Trajetória do cometa I2/Borisov [NASA/ESA/D Jewitt (UCLA)]

O cometa foi descoberto na Criméia pelo astrônomo amador Gennady Borisov no dia 30 de agosto e é o oitavo na lista de descobertas de Borisov. Após uma semana de observações por astrônomos profissionais e amadores, o Minor Planet Center da União Astronômica Internacional (IAU) e o Center for Near-Earth Object Studies [Centro para Estudos de Objetos Próximos à Terra] no JPL/NASA computaram sua trajetória, confirmando sua origem no espaço interestelar.

I2/Borisov atingirá o periélio – o ponto de sua órbita mais próximo ao Sol – em dezembro, chegando a uma distância mínima do Sol de aproximadamente 2 UA (Unidades Astronômicas) – duas vezes a distância da Terra ao Sol. Essa distância também é maior que a distância média de Marte ao Sol (1.52 UA).

Hoje, o cometa se encontra na direção da constelação de Leão, com magnitude 16.9 (fora do alcance de pequenos telescópios, sobretudo em céus urbanos) e espera-se que se torne até 2 magnitudes mais brilhante em Janeiro de 2020 – ainda fora do alcance da maioria dos telescópios amadores.

Mas cometas são corpos surpreendentes e podem evoluir de maneira imprevisível, com rupturas e aumentos inesperados de brilho que podem trazê-lo para o alcance de telescópios mais modestos. Mas se isso não acontecer, imagens mais detalhadas do I2/Borisov estão garantidas: novas observações do Hubble para o cometa estão planejadas para Janeiro de 2020 e novas propostas de observação estão sendo submetidas.

Até agora, todos os cometas catalogados tinham origem num cinturão de objetos gelados na periferia de nosso Sistema Solar, chamado Cinturão de Kuiper ou na Nuvem de Oort – uma hipotética nuvem de cometas envolvendo o Sistema Solar a cerca de um ano-luz de distância.


Leia Também

Outubro: Uma Torre de Planetas ao Entardecer.

Céu na latitude de São José dos Campos, no dia 12/out/2019 às 18h45.
[gráfico gerado no Stellarium 0.19.1]

Os fins de tarde de Outubro são o palco de um grande elenco planetário. Dos cinco planetas visíveis a olho nu, apenas Marte não aparece ao cair da noite.
Após o por do Sol, Vênus, Mercúrio, Júpiter e Saturno seguem em direção ao horizonte oeste, proporcionando um espetáculo que ficará em cartaz até o início de Novembro (Veja no mapa acima).

Tente observar a evolução da posição de cada planeta ao longo do mês. A mudança na posição dos planetas com relação às estrelas é um efeito combinado do movimento próprio dos planetas em torno do Sol e da mudança de nosso ponto de vista a medida que a própria Terra também segue sua órbita ao redor do Sol. No dia 30 de Outubro a configuração promete ser ainda mais interessante, quando a Lua – com apenas 9,5% de sua face visível iluminada – se juntará à composição (Veja o mapa abaixo).

Céu na latitude de São José dos Campos, no dia 30/out/2019 às 18h45.
[gráfico gerado no Stellarium 0.19.1]

A batalha das luas: Saturno 82 x 79 Júpiter. O Senhor dos Anéis passa à frente no placar.

Representação artística das órbitas das 20 luas de Saturno recém confirmadas. [gráfico: Carnegie Institution for Science/ imagem de Saturno: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute/imagem de fundo: Paolo Sartorio/Shutterstock.]

O anúncio nesta segunda (07/outubro) da confirmação de 20 novas luas pelo Minor Planet Center da União Astronômica Internacional coloca Saturno no topo do pódio na disputa pelo posto de planeta com o maior número de luas em nosso Sistema Solar.

Além de ostentar os mais exuberantes anéis do Sistema Solar, Saturno agora também é o novo recordista em número de luas, contabilizando 82 satélites com órbitas confirmadas, superando Júpiter (com 79 luas confirmadas).

Imagem de Saturno após ocultação pela Lua, registrada através de telescópio de 203 mm – 2019-10-05 [Wandeclayt Melo/Céu Profundo. SkyWatcher 203mm f/6, Canon EOS 7D]

As observações que levaram às descobertas foram lideradas por Scott S. Sheppard, do Instituto Carnegie, utilizando o telescópio de 8.2m Subaru no monte Mauna Kea, no Havaí. Completam o time de observadores David Jewitt da Universidade da California em Los Angeles (UCLA) e Jan Kleyna da Universidade do Havaí.

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