Rede de detecção de ondas gravitacionais ganha reforço japonês.

Detector japonês KAGRA entrará em operação em 2019.

A edição de 3 de janeiro do periódico científico Nature traz uma notícia promissora para o ramo mais jovem da astrofísica contemporânea: O detector de ondas gravitacionais KAGRA (Kamioka Gravitational Wave Detector) entrará em operação ainda em 2019, somando-se a uma rede de detectores que inclui os projetos LIGO (com dois detectores em território norte-americano) e VIRGO (situado na Itália).

O Prêmio Nobel de 2017 premiou o trabalho de Rainer Weiss (MIT), Barry Barish e Kip Thorne (CALTECH) no projeto LIGO, responsável pela primeira detecção da radiação gravitacional prevista por Einstein em sua Teoria da Relatividade Geral.

O sinal pioneiro detectado pelo LIGO em setembro de 2015 teve origem numa colisão de buracos negros a 1.3 bilhão de anos-luz da Terra. Novas detecções associadas a colisões de buracos negros ocorreram em dezembro de 2015 e em janeiro e agosto de 2017. Mas o evento mais marcante desta nova era da astronomia observacional foi a detecção da colisão de duas estrelas de nêutrons em 17 de agosto de 2017. Além da observação das ondas gravitacionais pelos detectores LIGO e VIRGO, na posição do evento foram observadas emissões em várias faixas do espectro eletromagnético (Infravermelho, óptico, raios-x e rádio) inaugurando a era da astronomia multi-mensageiro.

Kamioka Gravitational Wave Detector (KAGRA).

O KAGRA se junta a esse time vitorioso trazendo dois novos e importantes aprimoramentos que podem se tornar vitais para o futuro da astronomia de ondas gravitacionais: É o primeiro detector subterrâneo, construído sob o Monte Ikenoyama, próximo à costa Norte do Japão. A construção subterrânea garante ruídos sísmicos duas ordens de grandeza abaixo dos experimentados na superfície. E utiliza em seu interferômetro espelhos resfriados a 20 K (-253° C), reduzindo o ruído térmico, equanto LIGO e VIRGO utilizam espelhos a temperatura ambiente.


Ferramentas úteis na astronomia observacional

Um compilado de aplicativos, sites e vídeos que podem auxiliar bastante com a observação do céu, seja com telescópios ou a olho nu.

Cartes du Ciel/Sky Charts – Um poderoso software de simulação gratuito e com código aberto.

Programas para Windows, Linux e MacOS

  • Stellarium: Simula o céu de acordo com local, data e hora fornecidos pelo usuário. Leve, fácil de usar e gratuito, contém informações sobre inúmeros corpos celestes. Tem versão paga para aparelhos móveis.
  • Cartes du Ciel: Mapa celeste interativo, produzido a partir das configurações do usuário. Mostra também informações sobre os corpos celestes.
Stellarium – Um planetário gratuito para seu desktop.

Dispositivos móveis: céu em tempo real

Aplicativos gratuitos mobile que mostram o mapa do céu baseado na localização do usuário. Úteis para identificar objetos e constelações, basta apontar o aparelho para o céu.

Cartas Celestes

Mapas do céu para baixar e imprimir.

Cartas celestes interativas

Criadas de acordo com as coordenadas geográficas fornecidas pelo usuário.

Planisférios celestes

Poliedro celeste

Vídeos

Sites em português

Sites em inglês

Condição do céu

Livros

  • Atlas Celeste – Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (Editora Vozes, 2000).
  • Uranografia – Ronaldo Rogério de Freitas Mourão (Editora Francisco Alves S.A., 1989).
  • Reconhecimento do Céu – Paulo Gomes Varella (Editora UNB).
  • Aprendendo a Ler o Céu. Pequeno Guia Prático Para a Astronomia Observacional – Rodolfo Langhi (Editora Livraria da Física).
  • The Cambridge Star Atlas 4th Edition – Wil Tirion.