A batalha das luas: Saturno 82 x 79 Júpiter. O Senhor dos Anéis passa à frente no placar.

Representação artística das órbitas das 20 luas de Saturno recém confirmadas. [gráfico: Carnegie Institution for Science/ imagem de Saturno: NASA/JPL-Caltech/Space Science Institute/imagem de fundo: Paolo Sartorio/Shutterstock.]

O anúncio nesta segunda (07/outubro) da confirmação de 20 novas luas pelo Minor Planet Center da União Astronômica Internacional coloca Saturno no topo do pódio na disputa pelo posto de planeta com o maior número de luas em nosso Sistema Solar.

Além de ostentar os mais exuberantes anéis do Sistema Solar, Saturno agora também é o novo recordista em número de luas, contabilizando 82 satélites com órbitas confirmadas, superando Júpiter (com 79 luas confirmadas).

Imagem de Saturno após ocultação pela Lua, registrada através de telescópio de 203 mm – 2019-10-05 [Wandeclayt Melo/Céu Profundo. SkyWatcher 203mm f/6, Canon EOS 7D]

As observações que levaram às descobertas foram lideradas por Scott S. Sheppard, do Instituto Carnegie, utilizando o telescópio de 8.2m Subaru no monte Mauna Kea, no Havaí. Completam o time de observadores David Jewitt da Universidade da California em Los Angeles (UCLA) e Jan Kleyna da Universidade do Havaí.

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Lua e Saturno juntos: uma imagem que você não vai esquecer.

Saturno surgindo de trás da Lua, após ocultação – 2019-10-05

5 de outubro foi a data do evento anual de observação da Lua Observe the Moon Night. O evento global, idealizado pela NASA, conclama observadores em todo o mundo à realização de atividades de divulgação da astronomia e observação abertos ao público, com ênfase na observação da Lua e na divulgação da exploração lunar.

Mapa oficial da NASA para as atividades da edição 2019 do International Observe the Moon Night. [NASA/Google Maps]

Em São José dos Campos, a atividade foi coordenada pelo projeto Céu Profundo, em cooperação com os projetos Ciência no Parque e Núcleo de Observação Astronômica (NOA) e teve como sede o Parque Vicentina Aranha. A ação consta do mapa oficial de NASA de atividades ligadas ao International Observe the Moon Night.


A data escolhida não poderia ser mais especial para os observadores na porção mais ao sul das Américas: na tarde do dia 5, a Lua ocultou Saturno para observadores nessa região. O reaparecimento de Saturno no bordo iluminado da Lua produz uma visão impressionante ao telescópio: vemos ao mesmo tempo na ocular Saturno e seus anéis ao lado do bordo iluminado da Lua.

Conjunção entre Lua e Saturno

A noite de observação da Lua, conduzida pelo projeto Céu Profundo em parceria com o projeto Ciência no Parque, o Núcleo de Observação Astronômica e diversos astrônomos amadores de São José dos Campos, aconteceu no Parque Vicentina Aranha e teve público estimado em mais de 500 pessoas circulando pelos 5 telescópios colocados à disposição do público.

A ação foi um sucesso e promete estar de volta na edição 2020 do International Observe the Moon Night. Reserve a data: ano que vem o evento acontece no dia 26 de setembro. Mas se você está em São José dos Campos e não quer esperar até lá, fique de olho na programação de palestras e observações do projeto Ciência no Parque no site do Parque Vicentina Aranha e visite também os observatórios astronômicos do DCTA e da UNIVAP.


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Encontros Celestes: Lua Oculta Saturno neste Sábado.

Conjunção Lua e Saturno em Junho/2019 [imagem: Ceu Profundo / Dobsoniano 203mm f/6, Canon EOS 7D, Projeção de Ocular]

Observadores na região Sul e em partes das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil poderão testemunhar um tipo diferente de Eclipse ao entardecer deste sábado (05/10/2019).

Céu ao entardecer de 05/10/2019 – Latitude de São José dos Campos (São Paulo) [imagem: Stellarium v0.19.1]

O movimento de translação da Lua ao redor da Terra faz com que nosso satélite natural oculte diversos objetos celestes ao longo de sua trajetória. Os eclipse solares são, sem dúvida, o tipo de ocultação mais conhecido – e certamente o mais impressionante – mas estrelas, asteróides e planetas também podem se esconder por trás da Lua! A observação de ocultações é uma atividade que mobiliza astrônomos amadores no mundo inteiro, não apenas pela beleza e raridade do fenômeno, mas porque está é uma importante fonte de dados que podem ser úteis também para a ciência profissional. A observação de ocultações de estrelas por asteróides, por exemplo, pode revelar a presença de satélites e anéis e ajudar a determinar a geometria do objeto que produz a ocultação.

[imagem: USNO/United States Naval Observatory]

Assim como acontece com os eclipses solares, a observação das ocultações depende da posição geográfica do observador. Para a ocultação de Saturno pela Lua neste sábado, o fenômeno será visível na região demarcada no mapa acima. O instante central da ocultação é 17h37m32s (horário de Brasília) e o céu claro dificultará a observação do início do evento, mas observar o reaparecimento do planeta no bordo oposto da Lua não será um problema.

Você não está na faixa contemplada pela ocultação? Não desanime! Mesmo para observadores mais ao norte o espetáculo será formidável. Para ter uma ideia: a partir de Recife a separação entre Saturno e a Lua será de menos de 0.5º no instante da conjunção (o diâmetro aparente da Lua é de 0.5º).

Não deixe de observar, fotografar, compartilhar e comparar suas observações com os registros de outros observadores. Podemos falar com tranquilidade: será um espetáculo inesquecível!


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Eratóstenes 2019 – Equinócio de Setembro

O Equinócio de Primavera (para o hemisfério Sul) acontece nesta segunda-feira 23/09 às 4h49 (horário de Brasília). Nesta data o Sol cruzará o equador celeste e ao meio-dia local, observadores sobre a linha do equador terrestre verão o Sol exatamente sobre suas cabeças.

Todos os outros observadores verão o Sol projetar uma sombra que formará com a vertical local, um ângulo que corresponderá à sua latitude.

Você pode usar a calculadora abaixo para encontrar sua latitude a partir da altura de uma vareta vertical (h) e do comprimento (l) da sombra projetada por ela ao meio dia local no dia do equinócio:

h: cm
l: cm
latitude:

Foi esse o método que Eratóstenes utilizou há 2200 anos para determinar o comprimento da circunferência da Terra. Comparando o ângulo de incidência dos raios do Sol sobre as cidades de Alexandria e Siena, no Egito, ele foi capaz de encontrar um valor para a circunferência da Terra muito próximo dos 40070 km que medimos hoje com técnicas muito mais precisas.

No último Equinócio de outono, no dia 20/03, reproduzimos com sucesso o experimento de Eratóstenes e encontramos também um excelente resultado para a medida da circunferência da Terra. Agora, aproveitando mais uma passagem do Sol pelo equador celeste, convidamos todos para mais uma edição do experimento.

Siga o roteiro a seguir e lance seus dados no formulário.

Formulário de Respostas: https://docs.google.com/forms/d/1kb0aCRjHkapOWHTM5-ByxkbO9OqSg7nUdTndh7NLo3M

  • Consultando a tabela abaixo, anote o horário da passagem meridiana do Sol. A medida deve ser realizada neste horário.
  • Monte o experimento com antecedência em um local com incidência direta da luz solar.
  • No dia e hora marcados, observe a sombra projetada pela haste sobre o aparato. Marque com lápis ou caneta onde termina a sombra.
    Meça e anote o comprimento da sombra (l) até a haste, a altura da haste (h) a partir da base e o horário em que a medida foi feita.
  • Preencha o formulário de respostas com os valores de l, h, horário e data da medida e informações sobre local e escola.
  • Caso chova em sua cidade no dia 20/03, faça a medida no dia seguinte, lembrando de anotar a data correta no formulário de respostas.

Horário da Passagem Meridiana do Sol no dia 23/09/2019.

  • Macapá – AP – 12h17m
  • Natal – RN – 11h13m
  • Recife – PE – 11h12m
  • Cabo de Santo Agostinho – PE – 11h13m
  • São José dos Campos – SP – 11h56m
  • São Luís – MA – 11h49m
  • São Paulo – SP – 11h59m
  • Santa Maria – RS – 12h28m

Os dados serão divulgados publicamente e todos os participantes terão acessos aos resultados.


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Mars 2020: Check-in aberto para Marte.

Estamos a menos de um ano do lançamento da Mars 2020, a próxima grande missão da NASA para Marte, e você pode mandar seu nome gravado em um chip a bordo da espaçonave!

Você tem até 30/09 para fazer sua reserva para embarcar nessa aventura interplanetária. Basta se inscrever diretamente no site da missão: https://mars.nasa.gov/participate/send-your-name/mars2020

A pouso da missão Mars 2020 em Marte – levando seu nome! – está previsto para fevereiro de 2021 e, entre outras inovações, será a primeira a levar um drone que voará sobre a superfície de outro planeta.

Integração do drone no corpo do jipe robô, ainda sem nome, da missão Mars 2020. [imagem: JPL/Caltech]

Projeto SANJ-A – São José dos Campos educando para o Espaço.

Foguete Didático – Quadro de Vídeo de Alta Velocidade para rastreio de trajetória e análise da dinâmica de voo [imagem: IAE/Laboratório de Registro de Imagem]

A cidade de São José dos Campos, localizada a 80km de São Paulo na região do Vale do Paraíba, é um polo científico, tecnológico e aeroespacial que abriga, entre outras instituições, o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço) e a EMBRAER.

A cidade é berço também de diversos projetos de divulgação e educação científica, abrigando três observatórios astronômicos, planetário, museu de ciências e projetos voluntários de divulgação científica como o Ciência no Parque, com atividades quinzenais no Parque Vicentina Aranha.

Alunos do projeto Decolar em aula sobre recuperação de cargas úteis espaciais.

É natural que a educação na cidade se volte para estas atividades e que os alunos tenham especial interesse na área aeroespacial.

O próximo grande passo na vocação aeroespacial da educação joseense é o desenvolvimento, construção e lançamento de uma plataforma embarcada de medição inercial a bordo de um foguete da série FTI (Foguete de Treinamento Intermediário) lançado pelo CLA (Centro de lançamento de Alcântara).

O experimento, batizado de SANJ-A (Sistema de Aquisição de dados de Navegação Joseense – versão A), catalisa os esforços de alunos da rede municipal de ensino de São José dos Campos, sob a orientação de professores e de voluntários de instituições de pesquisa e desenvolvimento e da indústria aeroespacial e repete o entusiasmo da operação Maracati II (2010), quando outro experimento de alunos joseenses voou com sucesso a bordo de um foguete da série VSB-30.

Dados de voo extraídos de registro em vídeo de alta velocidade do foguete didático com o experimento SANJ-A embaracado. [imagem: IAE/Laboratório de Registro de Imagens]

O protótipo do SANJ-A realizou seu primeiro voo de teste a bordo de foguetes didáticos construídos com garrafas PET, nas dependências do Museu Interativo de Ciências. O voo foi registrado em vídeo de alta velocidade e analisado pelo Laboratório de Registro de Imagem do IAE, fornecendo dados de voo para validação do sistema de aquisição de dados do experimento. Os pequeno foguetes didáticos atingem acelerações da mesma ordem de grandeza das acelerações desenvolvidas por veículos espaciais reais e a comparação entre os valores obtidos através da análise de vídeo e os dados adquiridos pelo sensor inercial embarcado no experimento pode garantir o correto funcionamento do SANJ-A quando embarcado no FTI.

Após o lançamento do SANJ-A, o envolvimento dos alunos se volta ao tratamento e análise dos dados adquiridos, investigando a dinâmica de voo de um foguete real e comparando-a com a física dos foguetes didáticos.

Astronomia Amadora – Ciência Cidadã: Uma experiência de educação científica.

A primeira edição do curso Astronomia Amadora – Ciência Cidadã validou um modelo de divulgação e educação científica que aproximou cientistas profissionais, astrônomos amadores, professores da rede municipal de ensino de São José dos Campos e diversas instituições de ensino e pesquisa.

Foram 16h de aulas teóricas e atividades práticas entre os dias 13 e 22 de agosto (2019) nas instalações do Museu Interativo de Ciências de São José dos Campos, ministradas por astrofísicos e especialistas da Divisão de Astrofísica do INPE, do Observatório de Astronomia e Física Espacial da UNIVAP, do Observatório Abrahão de Moraes (IAG/USP) e do Laboratório de Registro de Imagens do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE/DCTA).

O curso teve como principal objetivo desenvolver o conceito de Ciência Cidadã, mostrando como astrônomos amadores conduzem atividades observacionais sistemáticas e prestam valiosas contribuições ao avanço da ciência profissional.

O panorama da astronomia profissional no Brasil, incluindo o status da participação brasileira nos grandes telescópios atuais e na nova geração de telescópios gigantes e radiotelescópios que entrarão em operação na próxima década – como o radiotelescópio BINGO e o GMT (Giant Magellan Telescope) – foi apresentado por astrofísicos envolvidos diretamente nestes projetos.

Durante as atividades práticas, foram observados Júpiter, Saturno, a Lua, estrelas duplas e aglomerados estelares. Utilizando o telescópio robótico Argus do Observatório Abrahão de Moraes, foram observados outros objetos de céu profundo, como Galáxias, nebulosas e aglomerados estelares. Técnicas de processamento de imagens e redução de dados para astronomia foram apresentadas e demonstradas.

Diagrama Cor-Magnitude (CMD) do aglomerado aberto NGC 4755 computado a partir das imagens capturadas no filtros B e V em aula prática do curso.

Ainda como atividades práticas, foram determinadas a massa e o diâmetro de Júpiter, a partir de dados observacionais.

O curso atingiu seu objetivo, encontrando ao seu final uma turma motivada a se engajar em atividades sistemáticas de observação e se aprofundar nas diversas áreas em que astrônomos amadores tem tido decisiva participação em descobertas e avanços da ciência.

Astronomia Cidadã #PelaCienciaBrasileira.

Divulgar ciência nas redes é necessário, mas também são imprescindíveis as iniciativas de divulgação e educação científica off-line. Além de gerar e divulgar conteúdo científico para os canais digitais, o projeto Céu Profundo também se propões a levar a astronomia às ruas, parques, escolas e museus.

Em nossa mais recente iniciativa coordenamos em parceria com o Museu Interativo de Ciências de São José dos Campos o curso Astronomia Amadora – Ciência Cidadã, contando com aulas ministradas por astrônomos amadores experientes e por profissionais da Divisão de Astrofísica do INPE, do Observatório de Astronomia e Física Espacial da UNIVAP e do Laboratório de Registro de Imagens (LRIM) do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).

O curso, iniciado no dia 13/08 ofereceu 40 vagas, divididas entre professores da rede municipal de ensino (20 vagas) e entusiastas da astronomia amadora (20 vagas). A demanda foi forte e as vagas esgotaram-se em 24h.

Astronomia Amadora – Ciência Cidadã. Um curso oferecido para professores da rede municipal de ensino de São José dos Campos e para entusiastas amadores da astronomia.

Na primeiro dia de aula, o vasto campo de atuação disponível para a atuação de astrônomos amadores foi apresentado por Wandeclayt Melo (Céu Profundo/IAE). Observação e fotometria de estrelas variáveis, observação de ocultação de estrelas pela Lua e por asteróides e o monitoramento de asteróides e objetos próximos à Terra (NEOs – Near Earth Objects) são alguns dos programas observacionais que podem ser conduzidos por amadores e cujos dados são de grande valor para a ciência profissional.

No segundo dia de aula, o Dr. Alexandre Wuensche da Divisão de Astrofísica do INPE traçou um panorama da astronomia profissional no Brasil, apresentando as principais instituições e os caminhos acadêmicos para quem deseja seguir o caminho da profissionalização. Os principais programas de pós-graduação e a realidade do mercado de trabalho foram apresentados, mostrando que além da atuação no meio acadêmico, o astrônomo é um profissional com habilidades valiosas para o mercado.

Sessão de observação remota com o telescópio Argus. Um telescópio Schmidt-Cassegrain robótico de 11 polegadas disponibilizado para uso educacional através do programa Telescópios na Escola.

O terceiro dia de aula iniciou o ciclo de atividades práticas, com observação telescópica da Lua, de Júpiter e Saturno e de aglomerados estelares. Após a observação dos principais satélites de Júpiter, um exercício mostrou como é possível a partir da observação do movimento destas luas determinar a massa de Júpiter.

Imagem da galáxia peculiar NGC 5128/Centaurus A, capturada durante o curso em sessão de observação remota utilizando o telescópio robótico Argus no Observatório Abrahão de Moraes (Valinhos – SP).

Para encerrar a semana, em uma sessão de observação remota com o telescópio Argus de 11 polegadas do Observatório Abrahão de Moraes (Valinhos – SP) foram capturadas imagens da galáxia NGC 5128 (Centaurus A) e da nebulosa M20 (Trífida), demonstrando as potencialidades do projeto Telescópios na Escola.

Em sua segunda semana o curso seguirá mesclando apresentações teóricas e atividades práticas, com aulas do Dr. Francisco Jablonski (DAS/INPE), do Dr. Alexandre Oliveira (UNIVAP), Suzanne de Paula (Exoss) e Wandeclayt Melo (Céu Profundo/IAE).

O objetivo do curso é apresentar o alto nível da astronomia profissional brasileira, mostrando que a ciência no Brasil faz muito por cada um de nós e mostrar que na condição de astrônomos amadores/cientistas cidadãos, cada um dos professores e entusiastas matriculados podem também fazer muito #PelaCienciaBrasileira.

De olho nas Perseidas!

Radiante da chuva de meteoros Perseidas, às 5h30 da manhã do dia 13/08, na latitude 23º Sul.

Detritos do cometa 109P/Swift-Tuttle dão origem à chuva de meteoros Perseidas, que atinge seu pico de atividade na madrugada do dia 12 para o dia 13 de agosto. A taxa esperada para 2019, para observação na última hora da manhã, é de 25 meteoros por hora, de acordo com a International Meteor Organization.

Ao longo da noite, a Lua cheia (95% de sua face visível estará iluminada) – e a poluição luminosa, para observadores em áreas urbanas – prejudicam a observação, permitindo que apenas os meteoros mais brilhantes sejam visualizados. A Lua, no entanto, se põe pouco depois das 5h00, favorecendo a observação antes do nascer do Sol.

Para observadores próximos ao Trópico de Capricórnio (~Latitude 23.5º Sul) o radiante não se ergue mais que 10º acima do horizonte norte. O radiante é o ponto no céu de onde as trajetórias dos meteoros parecem se originar e está localizado na direção da constelação de Perseu, atingindo sua elevação máxima no céu por volta das 5h30 da manhã.

Confira no mapa acima, para a latitude de São José dos Campos às 5h30 da manhã do dia 12/08, o aspecto do céu durante o pico das Perseidas.

Mini Curso: Astronomia Amadora – Ciência Cidadã

O portal Céu Profundo e o projeto Ciência no Parque, em colaboração com o Museu Interativo de Ciências de São José dos Campos, apresenta neste minicurso vários caminhos para os amantes da astronomia que desejam se iniciar na atividade observacional.

Supernovas, cometas e asteróides são alguns dos objetos astronômicos que constantemente são noticiados como descobertas de astrônomos amadores. O olhar treinado e a dedicação constante à observação dos céus, capacita a comunidade de entusiastas amadores da astronomia a detectar e identificar estes objetos e outros fenômenos transientes de grande interesse científico.

Mais recentemente, a astronomia profissional tem disponibilizado dados de grandes levantamentos observacionais para análise pública, abrindo mais uma porta à contribuição dos cientistas cidadãos: é possível ajudar a classificar dados que ajudam na detecção de exoplanetas, na determinação da morfologia de galáxias ou no estudo da superfície marciana.

O curso com carga horária total de 12h inicia no dia 13/08, com aulas às 19h30, tem como público-alvo professores, astrônomos amadores iniciantes e estudantes com interesse na astronomia e apresenta algumas das principais atividades observacionais que podem ser sistematicamente conduzidas por astrônomos amadores. Certificados de participação serão concedidos aos alunos com 80% de frequência.

Informações pelo telefone (012) 3922-0004.

INSCRIÇÃO: https://www.sympla.com.br/mini-curso-astronomia-amadora—ciencia-cidada-wwwceuprofundocom__607530

  • 13/08 – Astronomia Amadora – O universo ao alcance do cientista cidadão [Wandeclayt Melo (IAE/DCTA, Projeto Céu Profundo)] ;
  • 14/08 – Astronomia Profissional – Um panorama da ciência no Brasil. [Dr. Carlos Alexandre Wuensche (DAS/INPE)];
  • 15/08 – Prática Observacional – Observação da Lua, Júpiter, Saturno e aglomerados estelares com telescópio refletor de 8″. [Wandeclayt Melo (IAE/DCTA, Projeto Céu Profundo)];
  • 15/08 – Determinação da Massa de Júpiter a partir da observação do movimento orbital dos satélites galileanos. [Wandeclayt Melo (IAE/DCTA, Projeto Céu Profundo)];
  • 16/08 – Prática Observacional – Observação remota com o telescópio Argus do Observatório Abrahão de Moraes e Fotografia Lunar [Wandeclayt Melo ( IAE/DCTA, Projeto Céu Profundo ) / Messias Fidêncio (OAM/USP)];
  • 20/08 – Imagens Astronômicas – Técnicas e Ferramentas [Dr. Francisco José Jablonski (DAS/INPE)];
  • 21/08 – Os Grandes Telescópios Brasileiros na Fronteira da Astronomia [Dr. Alexandre Soares de Oliveira (UNIVAP)] ;
  • 22/08 – Prática Observacional – Observação remota com o telescópio Argus do Observatório Abrahão de Moraes. [Wandeclayt Melo( IAE/DCTA, Projeto Céu Profundo ) / Messias Fidêncio (OAM/USP)].
  • 22/08 – Prática Computacional: Leis de Kepler e Espectros na Astronomia. [Wandeclayt Melo (IAE/DCTA, Projeto Céu Profundo)];